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  • Juliana Dias

ESCRITAS CARPIDEIRAS

Olho do lado de dentro e não vejo mais nada, apenas essa vontade de chorar presa na garganta. É um nó seco mal vivido que custo a desfazer dentro do peito. Meu tio, minha avó, meu amor... Quem partiu é amor de alguém? Percorro um caminho escaldante para penetrar o lado de dentro. Atravesso pequenas mortes, esqueço quem fui, abandono cada apego, desabrigo lembranças antigas e sintonizo apenas com meu luto. Com as histórias de quem há pouco esteve por aqui, pisando nessas terras. As palavras agora me acalmam, engulo devagar versos despertos e vou desfiando o danado do nó. Com esses pequenos retratos de variados gestos de existência, vou reescrevendo a minha vida. Ainda agora.


QUEM PARTIU É AMOR DE ALGUÉM? Se você teve de se despedir de uma pessoa especial nesses tempos de pandemia e quer transmutar seu luto, sua dor em arte que cura, em uma escrita curativa, envie-nos (nos comentários) uma breve descrição dessa pessoa: nome, hábitos, maiores aventuras vividas, legados e memórias que deixou de aprendizado nesta Terra e o que mais você quiser partilhar. Nós vamos te presentear com um texto de despedida em homenagem a essa pessoa tão querida. Se você desejar escrever esse obituário poético, nós também estamos aqui para te apoiar.

Vamos? Essa proposta é parte do projeto Escrita curativa em tempos de pandemia do Repositório Covid/UnB <http://repositoriocovid19.unb.br/repositorio-projetos/escrita-criativa-curativa-em-tempos-de-pandemia/>




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