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  • Juliana Dias

Conversatório 10- A estilística do luto

A pesquisadora Kelma Nascimento vai trazer para nosso Conversatório no III Narrativas, no dia 06 de dezembro, terça (de 14h às 17h), na sala FE01, sala 4, uma parte de sua pesquisa de doutorado em que trata de escrita curativa em tempos de luto. Vamos ver um pouquinho de sua fala?


Urgência da expressão: a estilística do luto


Esta seção nasceu da necessidade de um lugar de fala para quem vivencia o luto.

Um ambiente de compreensão, solidariedade, amparo e sem julgamento do sentir e do agir das pessoa en(luta)das. A estilística do luto surge, então, no campo das ex(pressões) arraigadas na alma do ser humano, em um momento de grande confronto com uma das certezas da vida: a morte. A morte de alguém com o/a qual nutrimos os laços afetivos mais íntimos cujo rompimento arranca-nos, entre as muitas coisas, a própria linguagem. Por quê? É um esforço na busca por entender o incompreensível.


Na travessia do luto – tempo indefinido – o que alguém pode expressar? O que uma pessoa no luto (quer) dizer?


As palavras estão expressas na fragilidade do corpo, no grito por socorro, no silêncio expressivo da dor, na angústia solitária incompreendida pelo outro. As palavras estão na alma e nos atravessam o corpo. Elas dizem muito com ou sem palavras. A estilística do luto é atravessada, principalmente, pelas metáforas que se constroem e (re)constroem na tentativa de definir o que se sente. Para Guiraud (1970, p. 58) “a linguagem é algo mais que um objeto suscetível de ser examinado, analisado e considerado em suas partes: constitui a expressão de uma vontade.”



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